5. TATUÍ SAÚDE INFORMATIZADA - 29/07/2008
Reportagem do Departamento de Comunicação Prefeitura de Tatui comunicacao@tatui.sp.gov.br
Na década de 90 dizia-se que quem não estivesse informatizado até o ano 2000 poderia ser considerado “analfabeto”; oito anos já se foram após o ano 2000 e o que temos observado é um avanço cada vez maior da informática em nossas vidas. A informática veio para ficar, hoje já não conseguimos entender mais nossas vidas sem a Internet, e ficamos pensando como vivemos até há pouco tempo sem a mesma.
A medicina tornou-se extremamente dependente da informática em todas as suas áreas, e dessa dependência nasceu a informática médica ou informática em saúde
A Informática Médica ou Informática em Saúde (em Inglês Medical Informatics) é definida por Blois e Shortliffe (1990) como "um campo de rápido desenvolvimento científico que lida com armazenamento, recuperação e uso da informação, dados e conhecimento biomédicos para a resolução de problemas e tomada de decisão".
Uma das áreas onde existe uma maior necessidade de informação correta para tomada de decisões é exatamente, a da Saúde. Ao avanço da medicina através de tecnologias de computação e de comunicação, soma-se o fato de que o conhecimento médico e as informações sobre seus pacientes não podem mais ser gerenciada por métodos tradicionais baseados em papel.
Quanto ás áreas de atuação podemos observar a presença da informática em saúde na composição de um prontuário eletrônico do paciente, nos sistemas de informação de dados da saúde, na telemedicina, nos sistemas de apoio a decisões, nos processamentos de sinais biológicos e de imagens médicas, na Internet em saúde e até na padronização da informação em saúde.
Assim, a informática em saúde cresce e avança também em nosso meio, pois encontramo-nos em plena fase da implantação do processo de informatização da saúde em nosso município.
Um grande passo está sendo dado pela Secretaria Municipal da Saúde de Tatuí, na área de informatização pois um programa, um software, para a construção de um prontuário médico eletrônico para cada munícipe está sendo implantado; assim cada um pode e deve ser cadastrado em nosso sistema, na UBS mais próxima de sua residência e assim as informações sobre os eventos relacionados à saúde , que envolvam cada munícipe, serão adicionados ao seu histórico anterior através do atendimento utilizando tal dispositivo.
A implantação deste processo constitui-se de trabalho árduo e corajoso, pois muitos desafios têm de ser enfrentados; inicialmente a verba necessária para a obtenção de computadores, servidores, impressoras, cabos e instalação de redes o que constitui a parte física do processo (Hardware). Um programa – o “Datahealth “ ( um software) especialmente desenhado para a construção de um prontuário médico eletrônico foi desenvolvido, pela empresa “Globaldata”.
Houve a necessidade de constituir-se uma comissão de informatização da saúde no município, para que fosse possível gerenciar a implantação de todo esse processo. Esta comissão foi constituída pelo Secretário da Saúde e seus assessores, junto com demais funcionários municipais envolvidos na área da Saúde como médico, enfermeiro, farmacêutico, também um advogado, responsável pelo envolvimento jurídico do processo, e ainda o pessoal técnico de informática municipal, com um representante da empresa Globaldata.
Nossos funcionários da Saúde precisaram ser treinados para trabalhar com o sistema, desta forma surgiu a necessidade serem realizados cursos de informática básica para aqueles que nada conheciam sobre informatização e de treinamentos como utilizar software e até como coletar dados do sistema. Surgiu aqui uma enorme barreira, que foi enfrentar os recursos humanos existentes, pois temos profissionais de toda sorte de idade e níveis de conhecimento; somou-se a esta dificuldade, uma certa aversão a informática, devido ao medo de lidar com o desconhecido, o que constitui um fator bastante desconfortável.
Uma portaria, regulando o uso correto do sistema, teve que ser constituída, pois todo este sistema deve ser protegido por conter dados pessoais, informações particulares de cada paciente do nosso município que dizem respeito somente a ele e a quem ele quiser liberar para conhecer. As informações dos atendimentos médicos podem facilmente ser compiladas e analisadas, facilitando estudos sobre a Saúde Publica no município.
Os dados coletados não podem ficar à exposição de vírus, agentes maliciosos, da Internet que perturbam o bom funcionamento do sistema ou mesmo o destrói, assim os computadores não devem acessar “sites” suspeitos da Internet para melhor proteção das informações.
Um sistema de cadastramento de cada pessoa residente em Tatuí, está a disposição de todos, em todas as UBSs e PSFs, como também no Paço Municipal; através deste cadastro, identifica-se o indivíduo e abre-se então um prontuário eletrônico que deverá conter dados, de todos os eventos com a saúde do munícipe. A identificação do individuo será feita através de biometria, ou seja um dispositivo que lê as impressões digitais e/ou através de senhas, a depender da necessidade de cada um.
Este programa deverá atingir o Pronto Atendimento Municipal, de tal forma que o Serviço de Resgate (192) deverá em breve trabalhar com o uso d a biometria digital, através da qual será possível identificar o paciente e obter informações precisas sobre seu prontuário..
As marcações de consultas das unidades básicas de saúde para o CEMEM, (Centro Municipal de Especialidades Médicas), já estão se realizando “on line” de forma a integrar o sistema, facilitando a vida do cidadão, objetivo precípuo da municipalidade.
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